Como a onda
João Maia
Como a onda a um toque de vento,
Principia um poema,
Lá longe,
No mar largo da vida.
Junta as coisas perdidas
À força que o levanta:
- Vozes, acenos, olhares,
As frases sem motivo,
Leves espumas.
Cresce cantando,
Cresce reunindo e caminhando
À Síntese eleita
E morre como a onda, ao encontrar
Outra onda mais pura e mais perfeita.
Écloga Impossível, 1960
A todos aqueles que, na DGLB, tiveram a amabilidade de fazer parte de uma onda muito especial da minha vida.
Teodora Gonçalves
Tuesday, August 28, 2007
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